Toda quinta feira há uma feirinha, na praça do mercado, com produtores locais.
É muito boa, saudável, sem agrotóxicos e barata. Sempre que posso, vou. Nesta quinta, quando fazia o percurso para chegar lá, vejo balões, movimento, numa casa de sorvetes, era a inauguração. Parei o carro perto da feirinha, fiz minhas compras, coloquei-as no carro. Pensei…vou à sorveteria? Não vou…Vou…Fui a pé até o novo ponto da cidade, um calor de derreter.
Estava cheio, encontrei gente conhecida e desconhecida, todos tomando sorvete. Havia até brinquedos para as crianças…balões coloridos, entra e sai…Perguntei os preços.
Não consumi nada…na saída havia um senhor muito simpático, distribuindo bônus para sorvete de palito. Deu-me um. Voltei para o interior da sorveteria e pedi um sorvete de palito de coco queimado, que é o meu preferido. Dei o cupom para uma senhora e ela me passou o sorvete. Simples assim.
Saí chupando o sorvete, que delícia! Fazia um tempão que não consumia açúcar…achei uma maravilha! Que coisa boa!!!
Gosto de caminhar comendo. O carro estava há duas quadras dali. Desci mais duas, e fiz um quadrado de quarteirões, caminhando e degustando meu precioso sorvete, ainda mais saboroso por ser “de grátis”. Dei muita risada de mim mesma e da situação. Parecia uma criança, com aquele sorvete derretendo na minha mão, uma alegria só.
Passei as mãos uma na outra, para secar o melado da calda do açúcar queimado. Joguei o papel e o cabinho no lixo da rua. Voltei para o carro…radiante. Missão cumprida com sucesso.
Olha que simples é viver. O que um sorvete grátis fez comigo…feliz.
São José do Rio Pardo, 13 de setembro de 20