Porre de vinho…
O Amaury tem um paciente, que gosta muito de tomar vinho. Do bom. E tudo que é bom, é caro. Faz tempo que está convidando a gente para um jantar na sua fazenda. Sempre há alguma coisa impeditiva, vamos adiando… Nesta sexta-feira, fomos. Quantos carros…pensei…é uma festança.
Que lugar lindo, muito bom gosto, todo iluminado, gente bonita, poucos conhecidos…
Sentamos em uma mesa, na ponta da área que dá para o gramado, com casinha na árvore, e pula -pula. Muita criança, risadas, mães e avós segurando e correndo atrás da meninada…conversa animada. Ambiente campestre. A noite estava agradável, lua cheia, um vento leve, muitas estrelas…Perfeita.
Chega em nossa mesa o dono da casa, uma simpatia, pergunta se gostamos de vinho, traz um chileno, maravilhoso! Com taças de cristal.
Comecei a beber…uma delícia! Toda hora passava pedaços de pizza. Muito bem feita e saborosa. Massa fininha. Parabéns ao Rheder. Chegaram para somar em nossa mesa, amigos antigos de Divinolândia. Matamos saudades com lembranças e muitas histórias.
Continuei a beber…bebo muito rápido, esqueci de tomar água…
Acaba o vinho. Saio para procurar outra garrafa. Pego uma em cima de uma mesa, que estava quase cheia. Depois, fiquei sabendo que era do proprietário da fazenda. Que feio!!!
E fui bebendo, conversando, comendo…chegou uma certa altura, pedi para vir embora. Quando andei até o carro, senti uma certa tontura.
Chegando em casa, ao subir os degraus da área. Senti um leve desequilíbrio. Deitei e apaguei.
No outro dia, minha cabeça pesava, meu corpo estava desconfortável. Só pedia água.
Não vou tomar mais vinho desse jeito… Juro!!! Fico falante e, não sei se inconveniente. Vou tomar, no máximo, duas taças, beber água junto e bem devagar.
Tenho quase certeza que o fazendeiro não vai mais me convidar…dei prejuízo.
São José do Rio Pardo, 15 de setembro de 2019